Quais de nós ou quem em nós não se lota de informações e sente que o pensamento presta-se a uma infinidade de jogos lógicos buscando uma organização e forma que, ao final, resultarão em......qualquer coisa ou nada?
Inúmeras vezes me sinto assim. AHHHHH! Nossa! Entendi! Que incrível teoria ou explicação das coisas. Faz muito sentido!
Mas, depois de meia hora,outra possibilidade de arranjar o pensamento me parece tão atraente quanto.
Felizes aqueles que abraçam e se misturam e se confundem.
Eu, de minha parte, devo confessar: Invejo!
Mas, "como cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"...mantenho a busca.
Parodiando os heróis trágicos: não se trata da busca da felicidade (como uma alternativa contra o sofrimento). A trajetória do herói na tragédia é o exercício puro de coragem. Trata-se de ter coragem.
Os "SERTERAPEUTAS" que me lêem sabem do que estou falando.
Pensando o terapeuta, evoco o herói, porque não se trata de validar sistemas e aplicar métodos cientificos.
Trata-se de acreditar que tudo seja uma questão de vencer os limites pela ciência!
Este modelo de terapeuta talvéz seja o de um "fiel desejante". Não é o herói; pois o herói prossegue tendo como única certeza no seu caminho a presença do acaso.
E,parece que, historicamente, o que muda o rumo da vida do homem sobre a Terra, é o acaso.
Entregar-se ao caminho do SERTERAPEUTA, permitindo-se ao encontro do acaso, demanda coragem.
Portanto, minha palavra de ordem no Diário hoje é CORAGEM.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
CORAGEM para CONHECER
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Carta - convite
SERTERAPEUTA é um espaço de comunicação destinado ao cuidado para com os cuidadores. Compõe-se da experiência profissional de vinte e um anos de busca de conhecimento, afirmação pessoal, desenvolvimento intelectual e técnico de uma terapeuta que ao longo do caminho também se faz pessoa, mulher, companheira, mãe.
Compõe-se da escuta, ao longo de todos esses anos, de tantos outros “seres-terapeutas” em preparação: entusiasmados, bem intencionados, confiantes ... confusos, cansados, desconfiados: ora um, ora outro, sempre, porém, em busca de uma verdade sustentadora de uma prática.
Comprometido apenas com o desejo profundo de conexão com aqueles que se assemelham no interesse pelo mergulho na Alma (Psique) este espaço é um convite ao Conhecimento que vem da Interioridade.
E, certamente, àqueles que reconhecem algum valor nesta linguagem.
Espaço livre, aberto e atento, aqui vamos cuidar do velho e do novo: desde o que está legitimado pela comunidade científica até o que se impõe e se inscreve na vivência como sabedoria prática. Com a liberdade possível a quem se compromete com o profundo questionamento quanto aos ideais que norteiam o fazer de seu ser.
Não nos interessará mais aquilo com que estaremos tomando contato do que nos interessa aquilo que faremos com o que nos chega.
O ponto de partida é o ser que habita o terapeuta .
O que quer dizer isso??? Vamos desenvolver juntos!
Apresentação
No trecho dedicado a contar Como é feito este livro, Roland Barthes, em
Fragmentos de um Discurso Amoroso, escreve : “ ..não era preciso reduzir o enamorado a uma simples coleção de sintomas, mas sim fazer ouvir o que existe de intratável em sua voz...substituiu-se, então, à descrição do discurso amoroso sua simulação, e devolveu-se a esse discurso sua pessoa fundamental, que é o eu, de modo a pôr em cena uma enunciação e não uma análise.”
Tomando emprestada a inspiração compartilho da proposta: Serterapeuta é o convite à dramatização do espaço interno do terapeuta.
Não tem como fundamento ser mais um canal de comunicação que defenda verdades, que promova nomes ou que crie análises. Tem por fundamento desenvolver escritos e promover encontros onde o ser do terapeuta, esteja em cena numa enunciação.
Mas o que isto significa ?
O cuidado não é mesmo tarefa fácil! Tampouco de bom resultado garantido. Há tantas vicissitudes...e há ainda “o tal do destino” que parece se impor a qualquer tentativa de ordem.
Mas todo cuidador precisa de uma certa ordem, uma maneira de conceber o homem, o mundo e a realidade que lhe norteie a prática.
E aí nos vemos diante de tantas possibilidades: diferentes correntes teóricas que têm postulados próprios, metodologias distintas, verdades subentendidas...
Em paralelo, a vida pessoal do terapeuta segue com todos as suas necessidades, desafios, contradições. Pequenas ou grandes tragédias, pequenas ou grandes comédias no palco do dia a dia. Ora do cuidador, ora de quem por ele é cuidado.
Retornando à Barthes, não nos olhemos como a uma coleção de sintomas, coloquemos em cena nossas alegrias e aflições...
Qual é a origem da vida? O que é a morte? Há algum sentido na existência? Qual a diferença entre cérebro e mente? O que é a Alma? Behaviorismo ou física quântica? A ciência me define ou alguma força superior me conduz? Os traumas infantis definem meu destino? O que é essa tal de individuação???
Tantas questões! E o quanto elas estão como pano de fundo de pequenas ações do terapeuta no dia a dia.
A nos socorrer (ou a nos confundir) estão a filosofia, a história, a psicologia, as ciências, a religião...a arte...o conhecimento....a fé.
E nessa miríade de possibilidades cada serterapeuta se faz um. Único, unidade composta por complexidades, mas necessariamente um.
Em busca dessa amálgama está este espaço.
Será alimentado por idéias e experiências trazidos através de mim e de todos aqueles que quiserem participar.
O compromisso será com a sensibilidade e com a inteligência.
O meu compromisso pessoal? me colocando agora em cena: há uma música no Universo e eu quero saber ouvi-la.
Fragmentos de um Discurso Amoroso, escreve : “ ..não era preciso reduzir o enamorado a uma simples coleção de sintomas, mas sim fazer ouvir o que existe de intratável em sua voz...substituiu-se, então, à descrição do discurso amoroso sua simulação, e devolveu-se a esse discurso sua pessoa fundamental, que é o eu, de modo a pôr em cena uma enunciação e não uma análise.”
Tomando emprestada a inspiração compartilho da proposta: Serterapeuta é o convite à dramatização do espaço interno do terapeuta.
Não tem como fundamento ser mais um canal de comunicação que defenda verdades, que promova nomes ou que crie análises. Tem por fundamento desenvolver escritos e promover encontros onde o ser do terapeuta, esteja em cena numa enunciação.
Mas o que isto significa ?
O cuidado não é mesmo tarefa fácil! Tampouco de bom resultado garantido. Há tantas vicissitudes...e há ainda “o tal do destino” que parece se impor a qualquer tentativa de ordem.
Mas todo cuidador precisa de uma certa ordem, uma maneira de conceber o homem, o mundo e a realidade que lhe norteie a prática.
E aí nos vemos diante de tantas possibilidades: diferentes correntes teóricas que têm postulados próprios, metodologias distintas, verdades subentendidas...
Em paralelo, a vida pessoal do terapeuta segue com todos as suas necessidades, desafios, contradições. Pequenas ou grandes tragédias, pequenas ou grandes comédias no palco do dia a dia. Ora do cuidador, ora de quem por ele é cuidado.
Retornando à Barthes, não nos olhemos como a uma coleção de sintomas, coloquemos em cena nossas alegrias e aflições...
Qual é a origem da vida? O que é a morte? Há algum sentido na existência? Qual a diferença entre cérebro e mente? O que é a Alma? Behaviorismo ou física quântica? A ciência me define ou alguma força superior me conduz? Os traumas infantis definem meu destino? O que é essa tal de individuação???
Tantas questões! E o quanto elas estão como pano de fundo de pequenas ações do terapeuta no dia a dia.
A nos socorrer (ou a nos confundir) estão a filosofia, a história, a psicologia, as ciências, a religião...a arte...o conhecimento....a fé.
E nessa miríade de possibilidades cada serterapeuta se faz um. Único, unidade composta por complexidades, mas necessariamente um.
Em busca dessa amálgama está este espaço.
Será alimentado por idéias e experiências trazidos através de mim e de todos aqueles que quiserem participar.
O compromisso será com a sensibilidade e com a inteligência.
O meu compromisso pessoal? me colocando agora em cena: há uma música no Universo e eu quero saber ouvi-la.
Diário de bordo
A cada dia uma imagem, uma palavra, uma idéia se põe a disposição da nossa consciência.
Capturá-la, mesmo que venha como um pequeno fragmento, pode ser o começo da construção de uma rede, um significado pessoal.
Desperdiçamos oportunidades quando, movidos pelo senso de utilidade do dia a dia, não nos ocupamos de RE-FLETIR.
Diário de Bordo é um canto que considera que Pensar e Escrever são exercícios obrigatórios e que a prática diária do registro de pequenos fragmentos fortalece o pensamento e estimula a percepção.
Meu compromisso será alimentar este espaço diariamente.
Quem quiser pode me acompanhar ou mandar seu material para uma experiência conjunta.
Então, vamos lá!
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